Consórcio vira alternativa à crise e ja atrai até donos de carros de luxo

Consórcio ganhou popularidade entre clientes mais abonados, que compram picapes e SUVs

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Modalidade de financiamento oferece prazos maiores e prestações mais suaves na compra O consórcio está crescendo na preferência dos consumidores que desejam parcelar a compra de um automóvel. De acordo com a ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), os consórcios contratados de janeiro a abril de 2018 corresponderam a 9,5% dos novos financiamentos de veículos no mesmo período, contra 4,55% em 2011. Ou seja, a participação mais do que dobrou em sete anos.

 

Não é a primeira vez (e nem será a última) que o consórcio vira recurso para driblar momentos ruins da economia. Já havíamos falado disso em 2015, quando entidades ligadas ao setor automotivo traçaram estratégias para turbinar as vendas.

 

Ainda segundo a ABAC, o consórcio praticamente triplicou sua presença no total de emplacamentos de veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas) na última década, subindo de 7,8% em 2009 para 31% registrados apenas no primeiro trimestre deste ano. A entidade informa que atualmente existem pouco mais de 6 milhões de consorciados ativos no setor automotor no Brasil.

Vale destacar que os percentuais dos consórcios se referem ao potencial de participação, ou seja, correspondem a clientes que já obtiveram a carta de crédito para a compra do bem, porém não necessariamente fizeram a aquisição.

 

"Nos últimos anos, o consumidor passou a substituir a compra por impulso pelo planejamento financeiro para obter o bem que almeja. Como tinha outras despesas, o cliente passou a cuidar mais das finanças pessoais e fugiu do financiamento, por conta de vantagens como taxa de administração menor que os juros, a possibilidade de escolher o veículo que quiser com o crédito obtido e ausência de entrada no consórcio, que pode ser utilizada como lance para antecipar a compra", avalia Paulo Roberto Rossi, presidente da ABAC.

 

Antes da crise, os financiamentos chegaram a ser oferecidos sem entrada e em até 90 meses, mas hoje exigem entrada de 30% (ou mais) e parcelamento em até 36 meses. São aspectos que justificam o aumento na preferência pelo consórcio, ainda que nessa modalidade você não leve o veículo imediatamente, como acontece na compra financiada.

 

O consórcio propicia a compra de veículos dos mais variados preços. Existem administradoras formando grupos com crédito de R$ 200 mil e até R$ 300 mil. No Centro-Oeste, por exemplo, muitos fazendeiros compram picapes e SUVs.


Fonte: Uol Carros



19/06/2018